Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2012
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| Opinião > Olá Lourdinha (140)

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Opinião

Dogival Duarte / Diário Regional -

Olá Lourdinha (140)

Não Lourdinha, não é isso amor. Sim, falei que estava preparando uma oficina, mas não expliquei. Não é oficina de carro nem de bicicleta e nem de lapidação de ouro. É uma oficina literária, amore. É uma coisa menos rentosa, sabe.
Sei Lourdinha que nunca acreditei em oficina literária, coisa e tal, mas mudei, minha santa. Como disse Dom Hélder Câmara: “Quem não muda já morreu”.
Vou ampliar a coisa, Lourdinha: será uma oficina literária, incluindo técnica e estilo de redação, elaboração de manchetes de matérias, títulos de trabalhos, linha de apoio, títulos de livros etc. Tem uma carência muito grande neste sentido, santinha. Vou manter a espinhal dorsal de como se tornar um escritor e como escrever bem, seguindo alguns macetes e técnicas.
Sim, Lourdinha, os títulos e manchetes são coisas difíceis e complicadas. Fazer um livro é mais ou menos fácil, o complicado é escolher um título que emplaque. Assim são as manchetes de jornais.
Então, Lourdinha, quando falei que faria uma oficina tu ficaste com aquilo martelando na cabeça? Pois é, não destrinchei. Agora está claro que nem o brilho do ouro, amore.
Falar em ouro, Lourdinha, a China andou batendo recorde em produção de ouro. A China foi a maior produtora de ouro dos últimos cinco anos. Não sabia que a China tinha tanto ouro assim, amore. Ano passado a China produziu 360,91 toneladas de ouro. Dizem que a movimentação do ouro no ano passado na Bolsa de Valores foi de 668 bilhões de Reais, amada.
Lourinha, tio Bil Gates anda dizendo que quer acabar com as doenças tropicais. Mas ele anda metido com a indústria farmacêutica. Não sei se é apenas bondade dele ou se ele é acionista da indústria farmacêutica e com isso vai alavancar o setor.
O mundo dos negócios é sujo e pesado, Lourdinha. Quando a gente pensa que tem só bondade e solidariedade na coisa, eis que algum negócio milionário está se movimentando pelas beiradas e atinge o cerne, o âmago do cotidiano: o lucro exarcebado.
Lourdinha, tio Hugo Chávez avisou que pode nacionalizar os bancos se eles se recusarem a fazerem financiamentos agrícolas. Ele quer no mínimo 10% de financiamento para o setor agrícola.
Olha, creio que é interessante, Lourdinha, pelo menos tio Chávez está querendo valorizar a agricultura de lá. E os bancos podem facilitar projetos nesta linha. Aqui temos financiamentos neste setor, então, por lá também podem colaborar um pouco também.
Pasme, Lourdinha, mas a nova mania no Japão, agora, é lamber maçaneta de porta. Coisa de louco, amore. E a coisa está fazendo sucesso na tia internet.
E lá na China, Lourdinha, a moda agora é um restaurante com estilo de privada. As bandejas têm um estilo de vaso.
Na Tailândia, Lourdinha, os visitantes de um zoológico estão dando mamadeira para os peixes.
Lourdinha, o nome do filho da Helena é Jonathan Koop. Sim, aquele de Palmeira das Missões. Foi, digitei rápido e errei o nome.
Aqui é tempo das uvas, Lourdinha. Sei amore que tu gosta de uvas. Se eu for na festa da uva em Caxias, vou trazer uma uvas deliciosas pra ti, amore.
Beijão, Lourdinha!


| Opinião > Preservação ambiental no Currículo escolar (2)

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Opinião

Marcus Eduardo de Oliveira -

Preservação ambiental no Currículo escolar (2)

Eis que a ideia de sustentabilidade, pertencente ao ideário comum que cerca a noção ampla da “preservação ambiental”, é, grosso modo, poder então olhar para o futuro para que tenhamos plenas e dignas condições de sobrevivência.
Para que isso ocorra, no entanto, nada melhor que trabalhar logo nos primeiros anos de ensino-estudo-aprendizagem os conceitos (as filosofias) fundamentais de preservação ambiental e de respeito a nossa Mãe-Natureza. Nasce disso a necessidade de se colocar em prática uma pedagogia ecológica.
É fundamental, nesse sentido, repensar e discutir com a geração que certamente fará esse mundo “se movimentar” no desenrolar desse século XXI os atuais padrões de consumo e todas as alterações climáticas envolvendo desde a escassez de água à seca constante em algumas regiões, passando ainda pelo grave problema do aquecimento global à extinção de plantas e animais.
Parte disso, para reiterarmos esse assunto, a premente necessidade de “informar” nossos alunos que todo e qualquer sistema econômico no ato de produzir mercadorias perturba e destrói os sistemas naturais da Terra. Infelizmente, muitos ainda ignoram esse fato e o veem como mera retórica.
Entendemos ainda, para melhor efeito didático, não ser necessário, ao menos num primeiro momento, aprofundar-se conceitos-chave como a existência de limites naturais ou mesmo a ideia central que norteia a “pegada ecológica”.
Deve-se apenas - e tão somente -, nos anos iniciais de estudo, reforçar sistematicamente junto ao alunato a noção crucial de que para se produzir algo (e isso se perpetuar) a economia precisa antes salvaguardar o meio ambiente; caso contrário, não haverá continuidade, nem de produção, nem de quem consome, pois talvez não haja vida.
Entendemos, nesse pormenor, que, a partir das noções iniciais da importância da preservação ambiental, se encaixa perfeitamente a ideia de trabalhar com o alunato, no decorrer de seus estudos, conceitos que discorrem sobre o real significado de ser ter e praticar uma economia sustentável e ambientalmente saudável, implicando, com isso, parcimônia no uso dos recursos naturais, como dissemos ao iniciar o presente artigo.
O conceito central aqui defendido, baseando-se nos pontos principais que norteiam a “pedagogia ecológica” como pano de fundo, é que o alunato (a partir do iniciante com seus seis ou sete anos de vida) não perca de vista que, por trás de todos esses conceitos e preocupações ecológicas mencionadas, é a vida (e somente a vida) que estamos discutindo.
Vida essa que, para ser essencialmente bem vivida, deve antes ser recheada de qualidade e bem-estar; caso contrário, não faz sentido. E qualidade e bem-estar na vida de qualquer um, é pensar antes no ar que se respira, na água que se bebe, nas frutas que se come, e também na saúde pública que nos é oferecida.
É com a pedagogia ecológica que a noção de preservação ambiental deve estar incutida no currículo escolar, afinal, ainda que a qualidade do ensino esteja ano a ano em livre queda, salvo uma exceção aqui, outra acolá, a escola (a segunda casa de todos) ainda tende a ser o lugar de primazia para se pensar num futuro melhor para todos.




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