Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2012
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Santa Cruz do Sul, RS
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| Editorial > Sob o Lenho do Mestre

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Editorial

Diário Regional -

Sob o Lenho do Mestre

Excelente O Caderno Especial que o Diário Regional trouxe ontem demonstrando a trajetória e a pujança do município de Santa Cruz do Sul nestes 132 anos.
 
Como o início de uma empresa ou de uma vida, o início do município também foi com desafios, muito trabalho e, em algumas vezes, descrença. Mas foi a persistência de nossos antepassados, bem como a visão e a força de vontade e de trabalho que nos legaram o que Santa Cruz é hoje em dia em seu desenvolvimento e a renovada busca de crescimento e expansão.
 
Santa Cruz do Sul se destaca entre as cidades de porte média e grande do Estado. É conhecida por suas culturas, principalmente o tabaco, e por suas festividades, principalmente a Oktoberfest.
 
No Hino Municipal consta que Santa Cruz está sob o lenho (proteção) de Jesus. Mais do que uma rima, não raro é uma solução, como nos alertou o poeta (Carlos Drumond de Andrade). O Hino é singelo e reflete a época em que foi feito. Hoje seria mais moderno, mas como as tradições estão marcadamente presentes na trajetória deste povo, é importante também reconhecermos estes feitos, como o hino, que é sempre uma marca registrada que exalta as belezas e os feitos populares.
 
Um diferencial é que o Hino de Santa Cruz do Sul foi composto por uma senhora. Geralmente são homens, mas o nosso foi composto por Elisa Gil Borowsky, contando com o arranjo musical de Lindolfo Rech.
 
Santa Cruz está de parabéns pelas realizações, inclusive pelas novas empresas que apareceram e se instalaram aqui nos últimos tempos e pelos projetos futuros: outras empresas estão a caminho. Inclusive um grande supermercado ao lado do Diário Regional.
 
O Caderno Especial de ontem do Diário trouxe quatro empresas, além da universidade como destaque. As empresas foram a Ótica e Joalheria Gerhardt, com 120 anos; a Loja Keller Niedersberg, com 90 anos; a Rádio Santa Cruz, com 64 anos; e o Diário Regional, com apenas dez meses de atuação. Mas estes dez meses foram intensos, pois, como constatamos a cada instante, ele está sendo sal, luz e fermento na caminhada dos meios de comunicação social da cidade e da região.


| Editorial > O Supremo versus a sociedade brasileira

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Editorial

Diário Regional -

O Supremo versus a sociedade brasileira

Esta semana, para surpresa da nação, o Supremo Tribunal Federal andou votando se o Projeto Ficha Limpa deve valer para estas eleições ou não. Com dez magistrados, a questão ficou empatada em cinco a cinco. O desafio findou sendo empurrado “com a barriga” para tempos nebulosos.
 
Ora, o Projeto Ficha Limpa na política nacional arrecadou mais de um milhão de assinatura e, sendo um projeto popular, é a vontade da maioria do povo, dos eleitores. Está, portanto, patética e explícita a vontade da nação em eliminar do mundo da representatividade os candidatos ficha suja no mundo da política. Agora vem o Supremo botando areia no negócio ou na vontade popular.
 
É uma vergonha imensa o Supremo se dividir justamente sobre um assunto de ética nacional, de moral e do combate à corrupção e a impunidade. Inclusive nesta campanha eleitoral alguns partidos já dizem na propaganda que tem candidatos ficha limpa e que não têm candidatos ficha suja, ou seja, o projeto já pegou e está sendo aprovado de forma popular. Não há, portanto, motivo algum para a metade dos magistrados quererem protelar a busca pela ética no exercício da política nacional.
 
A posição da metade dos magistrados, neste caso, é pela continuidade da corrupção, impunidade e desmandos, o que tratamos e entendemos como um contrassenso, pois a Supremo deve (ou deveria) ser a primeira instituição a zelar pela transparência, pela justiça e pelo combate aos candidatos ficha suja, à corrupção e à impunidade dos “grandes” ou protegidos pelo cargo (foro privilegiado).
 
É uma vergonha para o país que em pouco tempo deu tantos passos rumo à moralidade e ao combate aos problemas graves que sempre afetaram a nação. É uma vergonha a população sustentar (pagar o salário) um Supremo desta qualidade e entendimento. É uma vergonha, para nós, cidadãos, termos que suportar tal comportamento do Supremo (parece até que legislam em causa de amigos e compadres).
 
Se o Projeto Ficha Limpa foi aprovado pelo Senado, pela Câmara (embora com a resistência dos corporativistas) e se foi sancionado pelo presidente da República, o Supremo não tem nada que se meter agora, a pedido de interesses pessoais, particulares e de políticos que estão dependurados com a justiça, mas que não querem abdicar de privilégios da eleição e seus benefícios.
 
Se o Projeto Ficha Limpa representa a vontade popular deve valer para ontem, ou seja, não podemos postergar a moralidade, não podemos adiar a moralidade na política, não podemos adiar a vontade popular, a vontade do povo brasileiro, a vontade dos eleitores. E o Supremo, que deveria zelar pela ética e pela decência, realmente nos surpreende, nos preocupa com uma atitude complicada como é divisão em relação à implantação imediata do Projeto Ficha Limpa.
 
Ser contra o Projeto Ficha Limpa nestas eleições é jogar a população às feras, como faziam antigamente no Coliseu de Roma.




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