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, 05 de Setembro de 2010
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| Editorial > A maior Polonaise do mundo aqui

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Editorial

Diário Regional -

A maior Polonaise do mundo aqui

Dizem que há controvérsias sobre a origem da dança chamada polonaise ou polonesa, mas o certo é que aqui no Rio Grande do Sul ela ainda é um grande atrativo.
 
Dizem uns que foram os soldados, depois de uma vitória, iniciaram uma brincadeira festiva que gerou a polonaise. Tem sentido. O certo é que é uma festa de integração.
 
Agora a cidade de Santa Cruz do Sul, numa feliz ideia, deseja realizar a maior polonaise do mundo e entrar para o livro dos recordes.
 
Da polonaise sabemos que todos os domingos, no final do programa “O domingo é nosso”, o Alfredão manda tocar a polonaise. E a população delira. É uma beleza.
 
A Rádio Santa Cruz é a única emissora da região (ou do Estado) que ainda toca a polonaise. Não raro, sob o protesto de alguns que não entendem de manutenção ou valorização da cultura.
 
A polonaise é uma dança de ritmo meio lento, mas bem cadenciado, ao gosto dos povos europeus, sem muito requebrado.
 
A polonesa (do francês polonaise, em polonês: polonez, chodzony; em italiano: polacca) é uma dança em 3/4, relativamente lenta, originada na Polônia. A notação alla polacca numa partitura, indica que a peça deve ser tocada com o ritmo e a característica de uma polonesa (por exemplo, o Rondó do Concerto Tríplice Op. 56 de Beethoven tem essa orientação).
 
Antes de Frédéric Chopin, a polonaise tinha um ritmo bastante próximo da polska, dança sueca, escrita em semicolcheias e as duas danças têm uma origem comum, já que o trono real da Polônia, durante muitos anos foi ocupado pelo rei sueco Sigsmund III Waza.
 
Com Chopin, e a partir dele, a polonesa adquiriu um estilo bastante pomposo e foi com esta roupagem que se tornou muito popular na música clássica de vários países.
 
Um excelente exemplo de polonesa, é a bem conhecida Polonaise Heróica, em Lá bemol maior, Op. 53 de Chopin. Uma obra-prima com exigências virtuosísticas excepcionais, cujo padrão de perfeição só pode ser alcançado por aqueles com profundo domínio da técnica. Chopin compôs esta polonesa como a concretização do sonho de uma Polônia poderosa, vitoriosa e próspera.
 
Atualmente, na terra de João Paulo II, a polonesa é dançada exclusivamente nos bailes de gala, como a dança de abertura da festa, e também para acentuar o ambiente de um evento muito especial.
 
Aqui no Rio Grande do Sul, depois da valsa dos noivos, a polonaise é certamente a música mais importante em um casamento, sendo a dança sempre iniciada pelos noivos. A dança é comum também nas festas alemãs, como nosso Oktoberfest.
 
E será por ocasião da 26ª Oktoberfest (de 6 a 17 de outubro), desta vez homanageando a mulher, que a polonaise entra na dança para ser um destaque, com um diferencial: quermos que ela seja a maior do mundo.
 
Caso a polonaise de Santa Cruz seja considerada a maior do mundo, a cidade e nossa Oktoberfest circulará no cenário mundial com esta proesa. Como Blumenal não teve esta iniciativa, o recorde poderá ficar conosco.
 
A poloneise santa-cruzense será no dia 9 de outubro e acontecerá nas ruas da cidade, com a proposta de congregar dez mil participantes.
 
Por esta e por outras a Rádio Santa Cruz continuará tocando a polonaise a cada domingo. As outras emissoras que imitem, se quiserem entrar na dança.


| Editorial > O famoso arquiteto brasileiro e o Jardim Botânico

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Editorial

Diário Regional -

O famoso arquiteto brasileiro e o Jardim Botânico

Aos 102 anos de idade, nosso maior e mais celebrado arquiteto, Oscar Niemeyer, acaba de entregar para a direção do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, o projeto de um centro de exposição.
 
Niemeyer criou para o local um prédio todo envidraçado, quase transparente, exibindo uma forma irregular e surpreendente. Foi caminho ou inspiração do mestre para preservar a beleza do local que habita o coração da cidadã maravilhosa, o Jardim Botânico.
 
O centro de exposições saído das mãos de Niemeyer tem previsão de inauguração para no início de 2012 e vai ficar em frente ao Espaço Tom Jobim, no lugar onde hoje se encontra uma garagem que vai ser deslocada. Em dois anos, o Jardim Botânico pretende também inaugurar o projeto de expansão do Museu do Meio Ambiente, que foi alvo de um concurso de arquitetura, em maio, vencido por Bruno Santa Cecília e André Oliveira.
 
A área destinada para abrigar a obra de Niemeyer fica próxima também ao centro de visitantes e é um local chamado de corredor cultural. O centro de exposições vai ajudar a desafogar a produção cultural do Jardim Botânico.
 
Além da imponência e praticidade do projeto, a obra assinada por Niemeyer também vai, obviamente, valorizar o local. E agora os turistas que visitam Brasília, Belo Horizonte e Niterói para conhecer o trabalho de Oscar Niemeyer, no futuro poderão incluir o Jardim Botânico. E, ali, unir natureza e arte, ou seja, o útil ao agradável.




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