Na comunidade Santa Cecília, de Linha Travessa, Santa Cruz do Sul, o domingo foi de festa e de boa comida. Moradores e visitantes se reuniram para a 2ª Festa do Pernil, originária de uma prática comum na localidade: assar pernis para reunir os amigos. Cerca de 350 pessoas estiveram presentes para o almoço que seguiu com festejos durante a tarde e a noite.
De acordo com o presidente da comunidade, José Luiz Glesse, a ideia de fazer festa do pernil, ao invés de quermesse, vem de um costume dos amigos da redondeza que faziam pernis para reunir os amigos e confraternizar. “Resolvemos expandir a fazer para toda a comunidade”, diz Glesse.
Comunidade esta que, segundo ele, é uma ramificação da Paróquia Ressurreição e teve início com missas e festejos nas dependências da Escola Municipal Vicentino Simões Pires Schmidt. Hoje, a comunidade está em fase de finalização da construção de seu próprio pavilhão, erguido com recursos arrecadados em festejos e com mutirões da comunidade, obtendo também uma verba de auxílio da Prefeitura.
De acordo com Padre Zeno Rech, que rezou a missa às 10 horas, os festejos são parte importante de uma comunidade. “Em primeiro lugar vem a evangelização, mas faz parte também a confraternização e o convívio das pessoas”, disse o padre.
Moradores engajados
Na cozinha e nas churrasqueiras, o que se via eram pessoas da comunidade trabalhando. “O número de moradores é pequeno, então todo mundo ajuda”, disse Iria Lauschner que, junto com mais oito mulheres, era responsável pelas saladas diversas e o arroz. “Ajudamos porque nos sentimos bem assim, somos unidas”, completou.
No espaço destinado aos pernis, os homens trabalhavam desde as 3 horas da manhã. “Começamos cedo com todos os preparativos. É um processo que leva tempo e exige dedicação”, explica um dos assadores, André Luís Sulzbacher. Ele conta que os 26 pernis, que juntos totalizavam 220 Kg, já estavam na salmoura desde o dia anterior e que para o tempero chegar ao interior do pedaço de carne, é necessário que ele seja injetado com uma seringa. “Somos entre cinco assadores, todos da comunidade”, concluiu André.
Entre os que passaram pela festa, pessoas da comunidade e visitantes de fora. “Somos do centro, mas viemos sempre pra cá. O pernil é muito bom”, disse a aposentada Maria dos Santos. Frequentadora de clubes da comunidade, onde se joga bingo e bolão, a professora aposentada Gissela Lawisch também aprova as festas da Comunidade Santa Cecília. “São excelentes, com boa comida e animadas”, disse ela, que veio acompanhada do filho Roberto e de outros moradores da comunidade.
A festa teve roda da sorte, sorteio de rifas, apresentação da banda Os Colonos e seguiu com reunião-dançante até a noite.
Parceria com o Mosteiro da Santíssima Trindade
Parte integrante da Rota Germânica de Santa Cruz, a casa de vida contemplativa de Linha Travessa, distante cerca de 10 quilômetros do Centro, nas proximidades da Comunidade Santa Cecília, o Mosteiro da Santíssima Trindade é parceria nas atividades da localidade.
“Sempre apoiamos a Comunidade e nos colocamos como uma atração a mais na Festa do Pernil”, explica a irmã Maria Roberta Peluso. De acordo com ela, o Mosteiro recebe visitantes todos os dias e mantém programações contínuas como a Missa, sempre celebrado aos domingos, às 9h30min e a oração diária, a partir das 17h30min.
O Mosteiro da Santíssima Trindade também oferece a possibilidade de retiro para a comunidade e também comercializa velas e licores produzidos pelas irmãs beneditinas que administram a casa.
Fonte: Claudia Lawisch / Diário Regional
Data: 15/11/2010
Grande público se fez presente na Festa do Pernil
Cozinha é responsabilidade das mulheres da comunidade
André e os demais assadores: Trabalho desde as 3 da manhã
Gissela, o filho Roberto e os amigos participaram da FestaDiário RegionalRua Professor Ivo Radtke, 68 Telefone: (51) 3053 1010 - 3711 2600
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