Diferente de 2009, quando a queda de granizo aconteceu na época do desenvolvimento das folhas do tabaco, este ano, a lavoura vem sendo atacada durante o auge da colheita do tabaco. A Associação dos Fumicultores do Brasil estima mais de 5 milhões de Reais em prejuízos.
Enquanto no Uruguai o futuro e os rumos da fumicultura são discutidos, as intempéries têm atingido com frequência o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A última tempestade registrada no início da semana atingiu cerca de 1.400 lavouras no Estado, que se somadas aos prejuízos de Santa Catarina e Paraná, ultrapassa a marca de três mil plantações destruídas.
“Estamos a campo, fazendo o atendimento aos produtores e contabilizando os estragos”, explica o gerente técnico da Afubra, Iraldo Backes. Segundo ele, no Rio Grande do Sul, as áreas mais atingidas pela queda do granizo no início da semana foram a Região Noroeste e Sul. “Arvorezinha e Fontoura Xavier e São Lourenço foram muito atingidos com a última queda de granizo”, explica Backes.
“O Estado é o mais atingido desde que começaram as tempestades”, pontua. Estimado inicialmente em 5 milhões de Reais de prejuízos, a cifra deve aumentar nos próximos dias. “A medida que recebemos o pedido de socorro de nossos associados vamos contabilizando mais perdas”, completa o técnico.
Prejuízo maior – Outro dado apontado por Backes mostra que em 2010, os temporais de granizo aconteceram mais tarde. “Ano passado sofremos com granizo em setembro, na época em que as plantas estão se desenvolvendo”, frisa o gerente técnico, ao dizer que com o atual estágio da planta – colhida já em várias propriedades – a perda será maior que ano passado. “O tabaco está 100% desenvolvido em algumas regiões”, conclui. O levantamento com os números finais do último temporal deve ser divulgado na próxima semana.
Fonte: Rodrigo Nascimento / Diário Regional
Data: 17/11/2010
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