Fazer da vida um motivo especial é o sonho de muitas pessoas. Quiçá da maioria. Fazer da vida uma grande história de luta, emoção e tradição é um privilégio de poucos, aos quais, a láurea de herói não é nenhum exagero. São esses heróis, cujo sangue farroupilha ainda pulsa nas veias, que fazem da tradição de ser gaúcho motivo de orgulho e expressão de arte, música e dança.
Agora, o mundo é convidado a voltar os olhos para Santa Cruz do Sul, que recebe a edição Jubilar de Prata do Encontro de Artes e Tradições Gaúchas, que o Diário Regional e a Rádio Santa Cruz têm o privilégio de acompanhar esta edição especial.
A partir da missão de ensinar a ler, surge o maior encontro da tradição gaúcha
Nos idos de 1970, quando do Brasil dos sonhos e do progresso, travado pela Ditadura Militar, surgia o Movimento Brasileiro de Alfabetização – o conhecido Mobral – responsável pela única formação de quem sequer sabia na época assinar seu nome. Além de promover a inclusão através do mundo das letras e do conhecimento, o Mobral serviu também para difusão da cultura, com destaque especial para o Rio Grande do Sul, que se serviu da oportunidade divulgar a cultura como forma de elevar a autoestima da população e oportunizar o surgimento de novos valores artísticos.
O professor e advogado Praxedes da Silva Machado, responsável cultural pelo Mobral na época, buscou a parceria do Movimento Tradicionalista Gaúcho e, com a participação do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), criaram o Festival Estadual de Arte Popular e Folclore, que se popularizou como Festival Estadual do Mobral. O evento foi idealizado para ser itinerante, isto é, cada ano em uma cidade diferente. Formara-se aí o embrião do maior Encontro de Artes e Tradições Gaúchas da América Latina – O Enart. A primeira edição deste festival foi no ano de 1977, cuja fase final aconteceu na cidade de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. A 2ª em 1978 - Porto Alegre, a 3ª em 1979 - Lajeado, a 4ª em 1980 - Cachoeira do Sul, a 5ª em 1981 - Lagoa Vermelha, a 6ª em 1982 - Canguçu, a 7ª em 1983 - Soledade e a 8ª em 1984 - Farroupilha. Em 1985, a 9ª edição seria em Rio Pardo, como as autoridades do município desistiram, Farroupilha sediou novamente. Decidiu-se então não mais alternar o local, uma vez que Farroupilha se propunha em continuar realizando anualmente a final.
Muito gaúcho para pouco espaço
A partir de 1986, o Festival de Estadual de Arte Popular e Folclore passa a ser promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho, com um novo nome: Festival Gaúcho de Arte e Tradição – Fegart. Com até data estipulada – último fim de semana do mês de outubro, o Fegart permaneceu na cidade de Farroupilha durante 10 anos. As onze edições de 1986 até 1996. Crescimento maior do que a estrutura do evento foi uma das justificativas da comissão organizadora da época, que optou pela oferta de Santa Cruz, em sediar o Festival. Então, em 1997, a 12ª edição do Fegart mudou de endereço: Parque da Oktoberfest, que se despe do preto amarelo e vermelho - cores oficiais da Alemanha – e veste o verde, característico dos pampas, o vermelho do sangue derramado nas batalhas entre Ximangos e Maragatos e o amarelo das riquezas do Rio Grande do Sul e se transforma no maior CTG a céu aberto do hemisfério sul do continente. Por questões judiciais, em 1999 o Fegart tem de mudar de nome. Além disso, a palavra "Festival", que soa indiretamente como uma competição – que realmente acontece – foi substituída pelo termo Encontro. Mais fraterno, próximo e amistoso. Assim o evento fora batizado de Enart – Encontro de Artes e Tradição Gaúcha.
Vinte e cinco anos depois, o Enart das inovações
Na intenção de descobrir com exatidão quais e quantos são os personagens que fazem do Enart o grande evento que ele se tornou, a comissão executiva do Encontro de número 25, presidida por João Francisco Barbosa – Coronel Barbosa – investe em tecnologia, segurança e logística. "A primeira coisa que queremos desmistificar é a quantidade de público que nos visita, como nunca se teve", sublinha o presidente do Enart, Coronel Barbosa. Segundo ele, o mesmo sistema implantado na Oktoberfest, para o credenciamento e controle de portaria, será utilizado na edição de prata do Enart. Além disso, quem visitar o Parque, a partir desta quinta-feira, percebe um grande investimento em infraestrutura, que, segundo a organização, também não deve ficar devendo à festa Germânica. "Não queremos ser mais do que ninguém, apenas ser mais eficientes e melhor organizados", pontua.
Já para quem decidiu transferir seu rancho para o Parque, que a partir de hoje é do Enart, conforto, na medida que o gaúcho gosta, não há de faltar. "Teremos banheiros químicos limpos, com chuveiros, a iluminação e a parte de energia elétrica também estão sendo observadas de perto", conta o Coronel, ao destacar a atuação da Prefeitura Municipal como uma grande aliada no projeto. Para facilitar o carreteiro, a rede de supermercados Zaffari vai instalar um "bolicho" no coração do Parque. "O bolicho é uma espécie de comércio que vende de tudo", ensina o Coronel Barbosa. Para que os gaudérios não tenham aperto na hora de cozinhar, isso também foi pensado.
Quando o assunto é "trago", além do chimarrão, que acompanha cada nativista que se preze, para acompanhar o sal do charque e do churrasco, o setor de bebidas também estará muito bem amparado. "Não há de faltar nada aos nossos visitantes", completa.
Participam desta edição do Enart representantes das 18 Regiões Tradicionalistas. Ao todo são 87 grupos de dança e um total superior a 2 mil competidores que colocarão em xeque os conhecimentos em dois dias de provas.
A mulher por trás do Enart
A história tradicionalista da Cachoeirense Claudia Dias Forgianini se confunde com a trajetória do Enart em Santa Cruz do Sul. Lutadora, ao lado do esquecido Centro de Tradições Gaúchas Terra de Bravos, a voz dela ecoou Rio Grande a fora, como a defensora da ampliação do encontro e da forma como o conhecemos hoje. A tradicionalista, que veste na alma as cores da bandeira gaúcha, garante que, por conta disso, até hoje, há quem a ame e existem aqueles que a odeiam.
Figura cativa na dança e nas provas de habilidade doméstica, a mulher tem uma representação muito forte na história do Rio Grande do Sul. A escritora Letícia Wierzchowski, que já retratou em suas páginas a saga das mulheres durante a Guerra dos Farrapos (1835-1845), reforça o papel da mulher para além do fogão de lenha e da educação dos filhos. As personagens históricas de Letícia se materializam na bravura de Claudia.
"Eu era uma guria na época", risos – mas sem revelar a idade, como a grande maioria das mulheres, ela diz que peitou muito gaúcho macho e ouviu muita coisa por ter defendido com unhas e dentes a vinda do Enart para Santa Cruz. "Nós víamos que em Farroupilha não tinha mais espaço. Nosso Festival estava grande demais e precisava de um espaço maior", recorda. A escolha de Claudia, em apadrinhar o Fegart em Santa Cruz, não se deu por acaso. Na época da construção do Ginásio Poliesportivo, ela que trabalhava para a empresa responsável pela obra, fazia planos, vendo o apogeu do basquete na terra do Fritz. "Aquele ginásio era usado só para o basquete", comenta Claudia. Por isso, a ideia: convencer a organização do Movimento Tradicionalista Gaúcho que Santa Cruz era o lugar certo.
Reuniões, amores e desamores
Claudia conta que não foi fácil convencer a "gauchada" de que o Ginásio Poliesportivo era o melhor palco para a realização das provas. "Foi quase uma odisseia", recorda a guerreira, ao dizer que o poder político da época teve que intervir, para que fosse possível negociar com o MTG. "O prefeito da época pediu que o Congresso Tradicionalista, que acontece sempre em janeiro, fosse realizado em Santa Cruz em 1997", recorda Claudia. De acordo com ela, é nesse encontro que o Movimento Tradicionalista Gaúcho, que é um órgão formado por um colegiado, com representantes de todas as regiões do Estado decide a programação do ano. "No mesmo ano, o Fegart veio para cá", comemora. Ao recordar a epopeia de lutas e aceitação que sua ideia tem hoje, Claudia não contém as lágrimas que escorrem pelo rosto da gauchinha. "Ver aquele ginásio lotado, com as portas fechadas, porque não cabe mais ninguém, é indescritível", chora de alegria. Hoje, Claudia continua atarefadíssima com o Enart, cuidando da decoração. "O Enart é isso é amizade, é paixão, é amor", revela Claudia, que encontrou o seu, hoje marido, nas danças dos tempos de competição. "Nesses 25 anos nós dançamos, casamos e já temos inclusive filhos", completa.
Raízes no tradicionalismo
Também comandada por uma mulher, a prefeitura municipal de Santa Cruz tem uma influente incentivadora do Enart, a prefeita Kelly Moraes. "Cavalo, galpão e comidas típicas da cultura gaúcha, música galponeira, trovas e amigos tradicionalistas sempre estão presentes na minha vida, e meus filhos participam de CTGs", diz a prefeita. Sobre o Enart, ela diz que o evento já está "incorporado" na vida da comunidade. "É o espelho que reflete o amor, a alegria e a garra dos peões e prendas, através das exuberantes apresentações de danças, músicas e poesias e das amizades consolidadas neste período de convivência". Para os gaúchos e gaúchas de todas as querências, que farão de Santa Cruz o centro do Tradicionalismo nos próximos dias, a prefeita Kelly Moraes deixa uma mensagem: "Que a alegria, a amizade e a determinação das prendas e peões deste Rio Grande do Sul contagiem a todos para que possamos construir, cada vez mais, espaços de paz, de amor, de confraternização, contribuindo, assim, para a construção de um mundo melhor".
Com a palavra, o presidente do Encontro: O Coronel Barbosa
Para João Francisco Barbosa, gaúcho natural das Missões, da cidade de Santo Ângelo, que há mais de 30 anos presta serviços à Brigada Militar, dos quais, 27, junto com a família em Santa Cruz do Sul, o coração nessa hora bate no compasso bombo legueiro, que dita o ritmo das tradições. Ele que, antes de ganhar a tão sonhada bicicleta, natural a qualquer criança, recebeu de presente do pai um cavalo. "Eu era o guri que ia ao colégio a cavalo", recorda na memória presente a cada passo do tradicionalista. Segundo ele, a família que sempre cultuou o orgulho de ser gaúcho e por ter nascido nesta terra de tradições marcantes sempre foi muito ligada à cultura gaúcha. "Meu pai era sócio do CTG 20 de Setembro, lá em Santo Ângelo", saudoso, diz Barbosa. Na época, o guri Barbosa aproveitava as férias escolares para andar pelas fazendas e estâncias dos amigos, "Participava de rodeios, com provas de lidas no campo", rememora.
Nesses dias em que a memória e as "façanhas" dos antepassados falam mais alto ao coração do gaúcho de Santo Ângelo, a farda de Coronel do Corpo de Bombeiros de Santa Cruz cede espaço para a bombacha, o lenço e as cores da paixão vermelha-amarela-verde: A bandeira do Rio Grande do Sul estampa a silhueta e a alma do presidente do Enart.
O contato com o Movimento Tradicionalista Gaúcho se deu na cidade de Três Passos, na Região Noroeste do Estado. "Foi em 1993, que conheci o atual presidente do MTG, Oscar Gressler", destaca Coronel Barbosa. Na ocasião, ambos trabalharam em prol do tradicionalismo. Contudo, seguindo os estatutos do MTG, a indicação do Coronel Barbosa só saiu em 2010, após a assembleia geral da entidade.
Tradicionalismo saudável
Coronel Barbosa sorri, ao dizer que a tradição gaúcha, presente no CTG e no cotidiano de quem vive intensamente suas origens é uma atividade que só traz benefícios. "Ainda é uma atividade saudável que reúne toda a família ao redor de uma mesa, para um carreteiro campeiro, ou para uma roda de chimarrão", destaca.
Muito mais do que só na família, o ambiente tradicionalista pode ser considerado com um dos únicos que abriga diversas gerações da mesma família. "São avós, pais, netos, esses que formam novas famílias a partir do convívio no CTG, que se transforma numa espécie de confraria de amigos".
Desde piá, ou prendinha, as crianças que participam do movimento tradicionalista são convidados a vivenciar o que no passado fora a realidade. "As crianças vão aos rodeios e provas artísticas e participam das lidas do campo, das artes e tradições gaúchas", completa o Coronel Barbosa, que é 100% Enart e tradição.
Na idade em que as medidas socioeducativas são aplicadas em uma parcela da população – dos 14 aos 26 anos – o tradicionalismo representa, segundo Coronel Barbosa, um incremento na educação, com lições que acompanham o integrante de uma invernada artística até o fim de sua vida.
Fazer o maior Enart de todos
Para o Coronel Barbosa, a oportunidade de presidir o Encontro de Artes e Tradições Gaúchas pode ser considerado como o ápice da vida tradicionalista. "Tem tudo para ser um grande espetáculo. Estamos muito otimistas", confessa o Coronel, que garante que o clima deve favorecer os próximos dias e, fazer disso, um incentivo a mais para vir ao Parque da Oktoberfest e participar do Enart.
"A mídia também está desmistificando o Enart", conta o presidente. Segundo ele, muitas pessoas da comunidade ainda acreditam que o Encontro é um evento fechado do tradicionalismo. "Isso é uma visão distorcida, nosso evento é de todos". Neste caso, Barbosa aponta o trabalho da imprensa como fundamental para a popularização do Enart. "É um evento de gaúchos para todos os gaúchos".
Lutas que remetem ao passado
Em uma avaliação sobre a atuação dos dançarinos e competidores que participam do Enart, Coronel Barbosa se emociona ao dizer que o simples fato de chegar a Santa Cruz para participar do Encontro representa uma grande vitória. "Eles estudam, trabalham e arranjam tempo nas madrugadas, nos fins de semana para ensaiar, o que fazem com muita bravura e profissionalismo".
Segundo o Coronel, o Enart pode ser considerado uma Olimpíada, na qual o prêmio é ter a oportunidade de mostrar o que é ser gaúcho. "É uma glória para eles estar aqui. Devemos fazer desse momento o mais especial na vida de cada um que deixa sua cidade, seus afazeres e, muitas vezes, suas vidas, para nos presentear com esse belíssimo espetáculo".
As forças do Tradicionalismo santa-cruzense
Desde a edição passada, o Enart também ampliou o leque de participações nas mostras, especialmente a de dança, outrora mais restrita aos grandes CTGs. Criadas no ano passado, as "Força A e a Força B" são a comunhão entre maiores e menores invernadas artísticas. Na Força A, que seria, mal comparando, o Grupo Especial do Enart, Santa Cruz tem três representantes: O Departamento de Tradições Gaúchas (DTG) Souza Cruz, e os CTGs Rincão da Alegria, Lanceiros de Santa Cruz. No Rincão da Alegria, o momento é de muita dedicação, pois a proximidade das provas de dança exige um empenho maior dos participantes. "Intensificamos os ensaios nessa reta final, são muitas coisas que devem ser acertadas", conta o professor de danças, Eliçon Rodrigues. Ele que ajuda alimentar o sonho dos 27 dançarinos da invernada artística, diz que espera o Enart com grande euforia. "É o maior festival que temos, então é o sonho de todo o dançarino participar do Enart".
O entusiasmo e ansiedade vivida pelos gaúchos do Rincão se repetem nos Lanceiros de Santa Cruz. Quem garante essa sensação é o instrutor de danças Daniel Mateus Theisen. "Vários sonhos são depositados neste concurso, o grupo se prepara e faz cada ensaio pensando em representar muito bem nossa entidade e a cidade de Santa Cruz do Sul", confessa Daniel. O Lanceiros leva para o Enart 30 dançarinos e outros vários competidores em diferentes categorias e modalidades das provas artísticas e culturais. Segundo ele, os ensaios do grupo começaram em janeiro e o foco do trabalho está na apresentação artística do Enart. "O grupo ensaia três vezes por semana, sempre as terças, quintas e domingos. Na sua preparação para o enart 2010 o grupo participou de diversos rodeios pelo Estado", lembra Daniel, ao explicar que essas participações contribuem para o aprimoramento das apresentações deste fim de semana.
Homenagem – Os Lanceiros de Santa Cruz vão levar para a pista de Dança do Poliesportivo um dos maiores símbolos da identidade visual de Santa Cruz – se não o maior - a Catedral São João Batista. "Na coreografia de entrada, o grande templo do cristianismo é edificado. A comunidade se une em torno de um ideal. A majestosa igreja toma forma", antecipa Daniel, que espera arrancar muitos aplausos e suspiros da plateia. Não muito diferente dos demais, o DTG Souza Cruz tem feito dos últimos dias o momento crucial para "acertar o passo" e afinar a voz, para as provas de música que também participa. "Nossa rotina tem sido de muitos ensaios, pois sabemos que vamos disputar com vários grupos campeões do Estado em anos anteriores", conta o diretor de dança Juarez Rodrigues.
Para ele, o DTG que abriga integrantes da coordenação da Quinta Região Tradicionalista, com sede em Santa Cruz, esta quinta-feira é o momento crucial para colocar em xeque todo o esforço e dedicação dos integrantes. "O Enart é o maior festival amador do mundo, aonde muitos grupos de danças gostariam de participar, é sinônimo de dedicação, emoção, companheirismo, noites mal dormidas, mas acima de tudo, de muita união".
A Força "B" mostra a sua cara
A história dos Tropeiros da Amizade começou em agosto de 1956, quando se reuniu um grupo de amigos de nossa cidade com a ideia de formar um Centro de Tradições Gaúchas e, assim, manter vivos os ideais farroupilhas do povo santa-cruzense, os quais formaram uma Diretoria Provisória que se reunia periodicamente na sede do Clube União, e no dia 26 de setembro de 1956 fundaram o primeiro C.T.G. de Santa Cruz do Sul, o Tropeiros da Amizade, cujo nome foi escolhido através de sugestões enviadas pela comunidade. O primeiro CTG da cidade também é o estreante na competição, que para eles soa como o grande momento da caminhada que já tem mais de cinquenta anos de histórias, fandangos e integração.
Segundo o patrão do Tropeiros, Luiz Carlos Durante, os ensaios estão sendo realizados de forma sistêmica, seguindo um cronograma pré-estabelecido fora do horário comercial e escolar, visando não prejudicar os dançarinos e também o instrutor do grupo, Robert Benvenhu que reside em Rio Pardo e, quando dos ensaios tem que se deslocar a Santa Cruz. "Também está sendo proporcionado ao grupo a vinda, em quatro etapas, de uma pessoa capacitada pelo MTG em correção coreográfica para efetuar as correções necessárias de acordo com os critérios de avaliação para o Enart", adianta o patrão, que está confiante. No que diz respeito à participação no Enart, a estreia já é comemorada. "Sendo o Encontro o maior festival amador da América Latina, para o nosso CTG é um orgulho participar da final em diversas modalidades e, pela primeira vez da final na modalidade de danças tradicionais e junto com mais três entidades co-irmãs poder representar a cidade de Santa Cruz", conta Durante. E é com esse clima de confraternização, esperança e motivação que os representantes da Terra do Enart farão, até que o último acorde toque, um show de tradições, alegrias, lutas, choro e emoção.
Nada de amadorismo
Segundo o presidente do Enart 2010, Coronel Barbosa, o Encontro de Artes e Tradições Gaúchas não é considerado como "profissional", pelo fato dos competidores não receberem dinheiro como pagamento por suas apresentações. "Muito pelo contrário, sai caro participar do Enart, é um investimento coletivo e individual", explica Barbosa. Contudo, o esforço que é medido através das notas e dos aplausos do público não fica devendo nada ao profissionalismo. Nesse caso, a recompensa, para muitos, é o simples fato de pisar no tablado do Poliesportivo, para milhares de pares de olhos curiosos e ouvir um sonoro aplauso a cada evolução.
Confira a programação do Enart 2010
Sexta-feira, 19
18 horas - Abertura Oficial - Palco A
19 horas - Dança de Salão - Palco D
21h15min - Sorteio 1º Grupo (força A) - Palco A
21h15min - Sorteio 1º Grupo (força B) - Palco F
21h30min - Danças Bloco 1 (força A) - Palco A
21h30min - Danças (força B) 9 grupos - Palco F
Sábado, 20
8 às 10 horas -11ª Mostra Folclórica - Montagem da Mostra - Palco B
8h45min - Sorteio 1º Grupo - Palco A
9 horas - Danças Bloco 2 - Palco A
9 horas - Declamação Feminina - Palco C
9 horas - Chula - Palco D
9 horas - Gaita Piano e Botão (até e mais de 8 baixos) Gaita de boca - Bandoneon - Palco E
9 horas - Danças Tradicionais Força B - Palco F
10 horas ao meio-dia - Avaliação Bloco 1 - Palco B
10 horas - Causos - Palco G
Meio-dia às 14 horas - Avaliação Bloco 2 - Palco B
Meio-dia - Intérprete solista - Vocal Fem. - Palco D
12h45min - Sorteio 1º Grupo - Palco A
13 horas - Danças Bloco 3 - Palco A
14 às 16 horas - Avaliação Bloco 3 - Palco B
14 horas - Pajada - Trovas Campeira, de Martelo e de Estilo Gildo de Freitas (Classif.) - Palco G
15 horas - Declamação Masc. (Classif) - Palco C
16h45min - Sorteio 1º Grupo - Palco A
17 horas - Danças Bloco 4 - Palco A
18 às 20 horas - Mostra Folclórica - Palco B
18 horas - Chula - Palco D
19 horas - Intérprete solista - Vocal Masc. (Classif.) - Palco D
20 horas - Encerramento - Palco B
20h45min - Apresentação - Palco A
21 horas - Sorteio 1º Grupo - Palco A
21h15min - Danças Bloco 5 - Palco A
Domingo, 21
8h45min - Sorteio 1º Grupo - Palco A
9 horas - Danças (10 Grupos) - Palco A
9 horas - Danças de Salão (Final) - Palco B
9 horas - Declamações Fem./Masc. (Final) - Palco C
9 horas - Chula (Final) - Palco D
9 horas - Conj. Instr. Violino ou Rabeca, viola, violão - Palco E
10 horas - Intérprete Sol. Vocal Fem. (Final) - Palco D
10 horas - Danças Tradicionais Força B - Palco F 10:00 Pajada - Trovas Campeira, de Martelo e de Estilo Gildo de Freitas (Finais) - Palco G
Meio-dia - Intérprete Sol. Vocal Masc. (Final) - Palco D
14 horas - Sorteio 1º Grupo - Palco A
14h15min - Danças (10 Grupos) - Palco A
15 horas - Conjunto Vocal - Palco D
19 horas - Solenidade de Encerramento
Fonte: Rodrigo Nascimento / Diário Regional
Data: 18/11/2010










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