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Decretado estado de calamidade pública em sete cidades do RJ

O governador Sérgio Cabral decretou estado de calamidade pública em sete cidades da Região Serrana do Rio: Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal. A decisão vale por 180 dias consecutivos e ininterruptos, contados a partir do dia 12 de janeiro. A medida visa dar maior agilidade na contratação de serviços, aquisição de materiais e execução de obras e permite dispensa de licitação para reabilitação das cidades mencionadas e destruídas.


Enquanto isso, o número de mortos continua aumentando. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, com base em balanço parcial do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estadual, a soma já chega a 626 pessoas. Muitos dos sobreviventes estão em áreas isoladas, sem água ou alimento. Os moradores enfrentam também as dificuldades da falta de luz, água potável e a sujeira espalhada por toda a região.

 

Lojista que abusar de preços será levado para a delegacia
 

Preços abusivos (com o dobro do valor normal) estariam sendo cobrados por alguns comerciantes para itens básicos, como água. O mesmo estaria acontecendo com a gasolina. No entanto, agora os comerciantes que se aproveitarem da tragédia na Região Serrana para aumentar de maneira abusiva os preços de produtos nas áreas afetadas serão levados para a delegacia. A determinação é do comandante-geral da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte. Segundo a PM, os policiais foram orientados a apurar as denúncias com rigor e levar as partes envolvidas à delegacia. Esse tipo de caso também está sendo tratado como prioridade pela Polícia Civil e Ministério Público.

 

Maior parte dos corpos já foi enterrada

Apesar de todas as dificuldades para reconhecimento e identificação, parentes enterraram a maioria dos corpos das vítimas das chuvas e desabamentos na Região Serrana. Em Teresópolis, 212 mortos já foram sepultados. Em Nova Friburgo, 273 vítimas também já foram sepultadas e 37, em Petrópolis. As informações são das prefeituras das respectivas cidades. No entanto, os sepultamentos são feitos às pressas, sem velório, nem sequer uma prece. A rapidez se explica pelo adiantado estado de decomposição em que se encontram os corpos. O Instituto Médico Legal (IML) da cidade só tem lugar em câmaras refrigeradas para seis corpos. Os demais ficam dentro de um prédio, à espera de reconhecimento. Quando isso ocorre, eles são colocados em dois caminhões frigoríficos e depois em caixões.

 

Moradores de distrito de Teresópolis se unem contra saques

Em meio a ameaças e tentativas de roubo, moradores de Cruzeiro, distrito afastado do centro de Teresópolis, uniram-se para evitar saques. Desde o temporal que castigou a região serrana fluminense, na última quarta-feira,  12, todas as noites, grupos de 20 a 30 homens se armam com pedaços de pau e ferramentas para proteger o patrimônio que não foi destruído pela chuva. Segundo os moradores, logo na primeira noite, um grupo de motoqueiros, acompanhados de um caminhão baú, tentou saquear casas e lojas da pequena localidade. Desde então, eles se revezam para proteger o local. O acesso à área continua difícil, já que muitas barreiras deslizaram, bloqueando parcialmente a estrada. O cenário é de muita devastação.
 

Fonte: Diário Regional

Data: 16/01/2011


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