Em cerimônia reservada, familiares e amigos se despediram ontem do ex-vice-presidente José Alencar, cujo corpo foi cremado, no Parque Renascer Cemitério e Crematório, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A cerimônia durou cerca de 20 minutos e as cinzas do empresário mineiro serão entregues à família na segunda-feira.
Durante o velório realizado antes, no Palácio da Liberdade, sede do governo do Estado de Minas Gerais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Alencar “foi muito mais que um vice, era mais forte que eu”, afirmou. O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff não participaram da cerimônia de cremação.
Para alguns políticos, José Alencar foi fundamental para que Lula se elegesse presidente pela primeira vez, em 2002. O próprio Lula admite isso.
Segundo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Alencar contribuiu muito com o país quando decidiu se aliar com Lula. “Ele deixa um exemplo como empreendedor e entendeu que era necessário ir além dos horizontes de uma empresa e foi dar a sua contribuição à vida pública, e o fez como senador, representando Minas Gerais”, recordou. “Contudo, ele deu uma grande contribuição ao Brasil quando selou sua aliança com Lula. Ali, ele confirmou a vitória do ex-presidente em 2002. Aquele gesto reduziu muito os preconceitos de vários setores da sociedade em relação ao presidente Lula”, completou o governador em entrevista durante o velório realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, na quarta-feira.
Os restos mortais do ex-vice-presidente, morto na terça-feira, serão levados para sua cidade natal, o distrito de Itamugi, em Muriaé, na Zona da Mata mineira. Segundo o irmão de Alencar, Antônio Gomes da Silva, declarou à imprensa ontem, as cinzas serão levadas para a igreja do distrito, onde o ex-vice-presidente havia sido batizado quando criança.
Fonte: Fernando de Oliveira / Diário Regional
Data: 31/03/2011
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