Hoje, a partir das 8 horas, nas dependências da Câmara de Vereadores de Sinimbu, a Emater/ RS em parceria com a Secretaria de Agricultura e o Conselho de Desenvolvimento Rural, promove um encontro para tratar sobre alternativas no campo.
Conforme o técnico agrícola da Emater de Sinimbu, Carlos Corrêa da Rosa, em entrevista à rádio Santa Cruz, essa é uma realidade macro-regional, não somente da micro-região. “Isso significa que, inclui-se o Vale do Rio Pardo, ou seja, todos os municípios estão nessa dependência econômica”, pontua.
Durante o evento, não será abordado a cultura do tabaco A ou B. “Estamos mostrando novas alternativas que os agricultores familiares possam ter para gerar renda para suas famílias, melhor qualidade de vida, enfim, é uma questão de sustentabilidade da família, a vivência da família no decorrer do seu trabalho”, explica.
Carlos busca falar em seus encontros sobre a agregação de novas culturas a propriedade rural, e aconselha os agricultores: “Eles podem dividir a área cultivada ou aumentar o número de criações da propriedade e ter uma renda extra para não depender apenas de uma cultura”, destaca. “Como dizem as pessoas mais antigas, não colocar o ovo numa sacola só”, completa.
O importante é ter a possibilidade de diversificação da matriz produtiva dessa propriedade. “Tenho o cuidado em não falar em substituição, e sim, em ter novas alternativas”, diz Carlos. “A visão de toda a cadeia produtiva seja de produtos que estão no mercado é essa. Ter a segurança e a garantia alimentar da família com a possibilidade de vendas do excedente”, frisa.
Ainda dentro da programação desta sexta, o enfoque para todas as apresentações serão em três eixos: a rentabilidade de cada cultura ou criação; o custo de produção por hectare ou cabeça; e as dificuldade do setor.
Também será discutida a fruticultura, suinocultura, reflorestamento, avicultura, bovino de leite e piscicultura. “Após, os agricultores terão a possibilidade de analisar e ver qual é a linha que eles poderão vir a ter interesse em entrar com a diversificação”, salienta.
Ao final de tudo, a Emater sentará com o Conselho, com o município e entidades da região, onde será discutida uma metodologia de como atender esses agricultores, desde a assistência técnica à busca de créditos e capacitação. Ou seja, dar suporte para aquelas famílias que estão buscando essas novas alternativas.
Fonte: Luciana Mandler / Diário Regional
Data: 05/05/2011
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