Conforme Carlos Corrêa da Rosa, técnico agrícola da Emater de Sinimbu, já vê interesse de produtores em diversificar para gerar mais renda para a família. Segundo ele, dois produtores já o procuraram pensando já a nível comercial. “Eles querem entrar ara vender para outras indústrias”, pontua.
Carlos está trabalhando na elaboração de um projeto de aquisição de vacas de leite e aquisição de equipamentos, para os agricultores, que inclusive já têm contrato com uma indústria que deverá comprar todo o leite produzido.
Mas o Técnico Agrícola explica que, como todas as culturas, a cultura do leite tem altos e baixos no mercado, seja dependências de preços locais, regionais ou mundial. “Para esses agricultores que querem produzir leite, vão ter que entender isso”, ressalta.
Haverá períodos em que os preços estarão muito bons. “Dentro da perspectiva de processamento desse produto, estamos vendo através da imprensa que várias indústrias estão colocando plantas de processamento do produto em várias regiões do Estado”, lembra. “Na região, temos Santa Cruz do Sul, onde a Mumu pensa em se instalar, e assim como ela, temos várias outras empresas procurando os agricultores nas suas casas (em Sinimbu) para comprar o leite”, acrescenta. “Ou seja, tem uma demanda do produto, mas é claro que o produto terá que ter qualidade para ter o melhor preço”, conclui.
Conforme Carlos, o preço do leite está ligado a higiene e qualidade. Sendo assim, o agricultor tendo capricho, terá preço bom. Assim como o agricultor que capricha na produção de tabaco e tem sua renda hoje, pode ter uma renda na produção de leite, suíno e demais culturas.
Fonte: Diário Regional
Data: 05/05/2011
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