No início da tarde de ontem, através da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul, a prefeita Kelly Moraes anunciou o novo preço da tarifa do transporte coletivo urbano.
Após discussão pela manhã, junto ao vice-prefeito Luiz Augusto Campis e o Comitê Gestor, ficou definido que a passagem de ônibus público passará de R$ 2,25 para R$ 2,50.
Para a tomada da decisão, o grupo analisou diversos números, entre eles a planilha apresentada pelas empresas, que reivindicavam R$ 2,67. Com base na planilha, o cálculo efetuado pela Secretaria de Transportes e Serviços Públicos chegou em R$ 2,57. Em contrapartida, o Conselho Municipal de Transito, trouxe a proposta de R$ 2,60.
Após a apresentação dos números, conforme a Assessoria de Imprensa, a Prefeita entendeu que é adequado e suficiente o valor de R$ 2,50.
Ainda conforme as informações da Assessoria de Imprensa, na avaliação pesaram os argumentos de que o último reajuste nas passagens ocorreu em 2010, que a inflação acumulada desde então se aproxima dos 10%, e que os custos da atividade comprovadamente subiram.
De acordo com a Assessoria da Prefeitura, o novo valor passa a ser praticado cinco dias após ser publicado o decreto na imprensa oficial.
Kelly Moraes ressaltou que o valor foi bastante discutido para não onerar a população. “Chegamos a um valor que não vai pesar tanto no bolso dos usuários, mas garantir a qualidade do transporte, atendendo as necessidades das empresas que prestam o serviço”, avaliou Kelly.
Já para o representante sindical, Afonso Schwengber, a decisão da Prefeita, fica claro que as decisões tomadas pelo Executivo não são sérias. “Ela está indo contra o povo. Nós recolhemos 2 mil assinaturas contrárias ao valor, e agora essa decisão”, diz.
Afonso acredita que o valor é abusivo, tendo em vista que cidades, como Bagé, o valor da passagem de ônibus é de R$ 2,10, levando ainda em conta que, a empresa atuante em Bagé é a mesma que atua no município.
Ainda segundo Afonso, a decisão não deveria ter acontecido, tendo em vista que, o Ministério Público já havia entrado com ação para que as empresas cumprissem o Termo de Ajustamento. Agora, Afonso aguarda o posicionamento do MP. Caso contrário, como representante do Conselho Municipal de Trânsito e com mais 2 mil assinaturas, entrará com ação judicial contra o aumento.
Fonte: Luciana Mandler / Diário Regional
Data: 25/01/2012
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