No dia 22 de fevereiro de 1998, o imponente Edifício Palace II, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), desabou culminando na morte de oito pessoas. Decorridos quase 14 anos desse episódio, a capital fluminense vive tragédia semelhante.
Por volta das 20h30min da noite de quarta-feira, três prédios desmoronaram na Avenida Treze de Maio, na Cinelândia, considerado o coração financeiro do Rio, soterrando cerca de 20 pessoas, segundo informações da Prefeitura carioca.
Ontem, uma das principais preocupações das autoridades, além de resgatar as vítimas soterradas, era identificar a causa do desabamento do Edifício Liberdade, de 20 andares, cuja queda levou ao chão os outros dois prédios, de dez e quatro andares.
"O primeiro e mais provável motivo é que a obra de reforma no Edifício Liberdade tenha provocado uma alteração estrutural com a retirada, por exemplo, de uma viga. A segunda hipótese seria a corrosão ou infiltração da laje da cobertura. A terceira seria o excesso de peso do material de construção utilizado na obra", afirmou o engenheiro civil Antônio Eulálio Pedrosa Araújo, consultor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), à imprensa.
O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também acredita que algum dano na estrutura no prédio maior tenha causado o desabamento. "Provavelmente houve uma falha estrutural no Edifício Liberdade que levou ao desabamento dos prédios menores", afirmou Paes, em entrevista à Rede Globo.
Apesar das especulações, a causa da tragédia será conhecida, oficialmente daqui há cinco dias, quando a Defesa Civil divulgará o resultado da perícia feita no local por especialistas do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.
Vítimas - Até o final da tarde de ontem, a Defesa Civil Municipal do Rio havia confirmado três mortes. Os corpos encontrados foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML).
O secretário estadual de Defesa Civil, coronel, Sérgio Simões, declarou que os bombeiros estão enfrentando "uma corrida contra o tempo, estamos priorizando a possibilidade de haver sobreviventes. A chance vai diminuindo, porque os espaços vão se reduzindo", afirmou.
Fonte: Fernando de Oliveira / Diário Regional
Data: 26/01/2012
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