A ex-candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, passou seis anos (2002-2008) como prisioneira das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O relato desse período está descrito no livro “Cartas a Mãe, direto do inferno”, uma compilação das correspondências que trocava com a família durante o cativeiro. Quando foi libertada, há dois anos, numa operação militar digna de filme de Hollywood, foi considerada mártir por diversos setores da imprensa mundial.
Porém, agora, Ingrid está sendo taxada de vilã pela imprensa colombiana e sendo mal vista pela opinião pública (atualmente reside na França). Isso porque está exigindo que o Estado lhe indenize pelo tempo que passou presa. Pede US$ 6 milhões, quantia equivalente a R$ 10,5 milhões de reais. Afirma que não teve proteção do Estado colombiano.
A atitude foi retaliada pela classe política. Segundo o vice-presidente Francisco Santos, sua ação “é um ato de cobiça, de ingratidão e de desfaçatez”.
Já a revista “Semana”, uma das mais prestigiadas da Colômbia, definiu a situação como “vergonhosa”, como publicou em sua capa.
No entanto, Ingrid sentiu o desconforto que causou. Realizou uma tentativa de reconciliação com a opinião pública participando de um programa da TV Caracol, onde, chorando, disse que levará o caso somente até a audiência de conciliação. “Se não houver acordo, desisto”, afirmou.
Não foi o suficiente. Sua figura diante da sociedade já está, em boa parte, maculada. Tanto que, vem sendo chamada de “hipócrita” em programas de rádio, blogs e fóruns de discussão online na Colômbia.
Fonte: Fernando de Oliveira / Diário Regional
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