Em todos os meses, desde o início do ano, havia sido apresentado crescimento quando se falou de geração de empregos, tanto na cidade quanto no país. A linha crescente não se manteve nesse mês de junho, que fechou com baixa de – 1,63% em Santa Cruz, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em junho foram gerados 212.952 mil empregos com carteira assinada no Brasil. Houve uma queda significativa se relacionado ao mês de maio, quando se teve 298 mil novos empregos gerados. Ainda assim, o número de junho foi o segundo maior na série histórica das pesquisas (desde 1992), perdendo apenas para o ano de 2008, quando se gerou 309 mil novas vagas.
Declínio é normal nessa época
Aqui na cidade, contabilizando o número de admissões e de demissões, conclui-se que o número de demissões foi maior, resultando em um saldo final negativo, de – 652. Também houve uma queda se comparado ao mês de maio, quando se teve um saldo positivo de 986 novos empregos. Segundo o Secretário do Desenvolvimento Econômico de Santa Cruz, Jair Jasper, "é um movimento comum na linha dos índices, esperado", afirma ao explicar que os meses do início do ano sempre apresentam mais contratações devido à época de safra, principalmente.
Portanto, o índice não está fora de padrão e não necessita de alarme da população "Sabemos que junho, julho, agosto e setembro sempre acabam com resultados negativos. Mas o que importa é o saldo do fim do ano", afirma o Secretário referindo-se ao total de vagas geradas em 2010 que serão contabilizadas em dezembro. Ano passado, fechou com um total de 2.100 empregos gerados e para esse ano os planos são os mesmos.
Serviços e Construção Civil têm saldo positivo
Percebe-se que desde o início do ano não houve números negativos na tabela comparativa. Eles devem começar a aparecer nesse segundo semestre, "mas nada que não totalize contratações ao final", explica Jasper. Desde o início do ano, foram gerados cerca de 8 mil empregos. Diminuídos esses 652, ainda fica um saldo positivo de cerca de 7.350 admissões.
Mesmo nessa queda, houve setores que fecharam com saldo positivo, como Construção Civil, Serviços e Agropecuária. "Devemos ressaltar esse pontos positivos também. E são setores que tendem a continuar crescendo todos os meses", afirma o Secretário.
Safra contribuiu para a queda, Alliance ainda não
Segundo Jair Jasper, o término do período de safra é um dos grandes responsáveis pela queda, com 1.849 demissões nesse mês. Mas afirma que a questão específica do encerramento das atividades da Alliance One aqui na cidade ainda não irá repercutir esse ano. "Os safristas seriam demitidos da mesma forma. Teremos o resultado referente a essa situação somente no ano que vem, quando saberemos se essas pessoas foram recolocadas no mercado ou não no início do ano", explica.
Nos próximos meses devemos ter contratações de empregados envolvendo as construções do Supermercado Big – da Rede Walmart e da Philip Morris.
Fonte: Claudia Lawisch / Diário Regional
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