A Secretaria da Fazenda do Município fechou o primeiro semestre de 2010 com os cofres públicos apresentando saldo positivo, porém muito baixo. De janeiro a junho desse ano, as arrecadações de cada mês ficaram, em média, dentro da estimativa traçada. Mas os gastos, em alguns momentos, foram maiores que essa arrecadação, resultando nesse valor baixo disponível em caixa hoje.
De acordo com o Secretário da Fazenda, Elstor Desbessel, Santa Cruz “arrecada bastante, mas também tem muitos gastos”. Em janeiro, por exemplo, foi arrecadado cerca de 15 milhões de reais, e gasto 10 milhões.
Ficou algum dinheiro em caixa, porém em fevereiro a arrecadação foi de 11 milhões e os empenhos ficaram em 20 milhões. Portanto, ali já teve fim o saldo positivo. “O custo da máquina pública da cidade hoje é muito elevado. E ultimamente temos investido bastante também, o que acaba aumentando ainda mais”, avalia Desbessel, referindo-se à investimentos na iluminação pública, recapeamento de avenidas como a Paul Harris, manutenção de praças e do parque de máquinas da prefeitura.
Nesse balanço de arrecadações e empenhos, o semestre fechou com 1 milhão de reais em caixa. Soma que, para um município que gasta em média 12 milhões ao mês, é bastante baixo. “Não representa nem 10%”, afirma Elstor, ao complementar que o ideal seria que os cofres tivessem entrado em julho com pelo menos 6 milhões em caixa, para se ter um bom fluxo de investimentos. “Agora teremos que trabalhar com cautela, sem exageros e sem muita inovação”, completa o secretário.
Pedidos de isenção do IPTU devem ter resultado em breve
O Secretário Elstor Desbessel também explicou que os pedidos de isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que ainda não obtiveram resposta, devem recebê-la dentro de cerca de dois meses. “Estão sendo avaliados por uma comissão que está buscando agilizar ao máximo o processo”, explica. Afirma ainda que os contribuintes que ainda não receberam resposta, não estão em dívida com o município e receberão novo prazo para o pagamento, caso o pedido de isenção não seja aceito.
Poderiam ser isentos da cobrança os contribuintes que possuíssem apenas um imóvel em seu nome e renda familiar comprovada igual ou inferior a três salários mínimos, idosos acima de 65 anos e com renda de até cinco salários mínimos, e pessoas que tiveram casas alagadas nos bairros Navegantes e Várzea, nas enchentes de janeiro.
Elstor afirma ainda que essa questão das isenções não contribui com a queda na arrecadação, uma vez que esses números já estão incluídos nas estimativas que são calculadas no início de cada ano.
Fonte: Claudia Lawisch / Diário Regional
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