Ontem se completou 56 anos que um tiro ceifou a vida de um dos maiores presidentes do país. Na noite de 24 de agosto de 1954, o gaúcho Getúlio Vargas saíra da presidência para entrar para história, como descrito em sua carta-testamento. Até hoje não se sabe ao certo se o ex-presidente cometeu suicídio ou foi morto por alguém que tinha acesso ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, que na época sediava o governo federal.
Em visita à Santa Cruz do Sul, Getúlio Vargas foi o primeiro presidente que veio ao município para fazer campanha. Desde que o busto com "carta testamento" foi colocado no pé da Praça que leva o seu nome, o dia 24 é lembrado por militantes do partido. "Ele foi o presidente que pensou nos trabalhadores e criou a maioria das leis ainda em vigor", explica Gilberto Piacentini. De acordo com ele, foi Getúlio Vargas que criou importantes institutos que ainda estão em atividade no país. "O IBGE que hoje realiza o Censo, foi criado em 1938 por ele", acrescenta Piacentini.
Para marcar a passagem do 56° aniversário de morte do político, uma pequena cerimônia foi organizada para a noite de ontem. "Vamos depositar algumas flores e prestaremos nossa homenagem a esse grande homem que foi Getúlio Vargas". Quase como um ritual, Piacentini diz que todos os anos os "brizolistas" reverenciam a data em respeito a Getúlio Vargas. "Ele foi um ditador, mas que fez o Brasil crescer, sempre com olhos para nós trabalhadores", completa.
Fonte: Rodrigo Nascimento / Diário Regional
Data: 24/08/2010
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