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Alunos do São Luís esclarecem através da robótica, dúvidas da física

Além de aprendizado, a técnica proporcionou momentos de descontração entre colegas
Além de aprendizado, a técnica proporcionou momentos de descontração entre colegas

Só de ouvir a palavra física, uma grande parcela da população brasileira já fica receosa. Pois na escola São Luís de Santa Cruz do Sul, os professores de ciências e informática desenvolvem desde 1995, uma técnica diferenciada para incentivar seus alunos a optarem pelo campo das ciências exatas e ainda para tomarem gosto da disciplina conhecida pela teoria da maçã.


Cerca de 60 discentes da oitava série, que estão explorando a velocidade, deslocamento e o tempo, como forma de preparação para o Ensino Médio, aprendem nas salas de aula a teoria sobre os respectivos assuntos. Até então, nenhuma novidade. Porém, ao se dirigirem para o laboratório de robótica, a “monotonia”, avaliada por muitos, ganha novas formas ao se depararem com robôs programados para realizarem deslocamentos em uma cancha projetada exclusivamente para a técnica. O espaço foi medido com trena e duas fitas são fixadas para fazer a marcação a cada 10 cm. Os alunos precisam programar os robôs e cronometrar o tempo que se deslocam em relação à demarcação e a três passos. Os discentes precisam ainda anotar cada dado retirado do movimento do robô e em seguida, elaborar gráficos no programa Excel de computador, considerando as variáveis. “É uma forma lúdica de fixar o conteúdo importante para o resto da vida, pois com tantos problemas de trânsito e tanta necessidade de conhecimento sobre deslocamento é necessário valorizar práticas que vão influenciar positivamente na vida adulta”, explica a professora de informática Márcia Jochims Kniphoff da Cruz.


A prática pode servir como exemplo para outras escolas, até mesmo para aquelas que não possuem robôs, uma vez que podem ser substituídos por outros materiais simples que também se deslocam, como carros de brinquedo, movidos a controle remoto. “Esta experiência puxa o fenômeno para o dia a dia”, compara a professora de ciências Izabel Adam. Conforme ela, com a técnica, os alunos podem ver que não há como obter um movimento uniforme. “Mesmo que você estiver andando em aceleração constante em uma calçada na rua, haverá alguma variável como um desnível, que irá implicar no movimento retilíneo”, afirma.


A jovem Fernanda de Souza Gruendling fala que obteve uma maior apreciação pela física, através da experiência e ainda sanar suas dúvidas sobre a disciplina dos cálculos exatos. “Com a técnica, percebi que não há como obter o movimento uniforme, bastou eu encostar na cancha, para que diminuísse a aceleração do robô”, conta.
 

Fonte: César Dutra / Diário Regional

Data: 27/08/2010


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