Acompanhado do Arcebispo Militar do Brasil, Dom Osvino José Both, dom Sinésio Bohn está fazendo uma espécie de peregrinação por estados da Amazônia para conhecer como acontece o trabalho das Forças Armadas e dos missionários que lá desempenhas suas atividades. Falando de Tabatinga, na fronteira com a Colômbia, o bispo emérito de Santa Cruz concedeu uma entrevista à Rádio Santa Cruz na manhã de ontem.
Abordo de um avião da Força Aérea Nacional, Dom Sinésio faz a viagem acompanhado do Arcebispo, Dom Osvino e do Bispo de Tabatinga, Dom Alcimar Caldas Magalhães. Esta é a quarta edição da viagem que tem por princípio conhecer a realidade das comunidades da floresta. “Quem chega à Amazônia não sabe o que é pisar neste solo”, explica o Arcebispo Dom Osvino. Segundo ele, o trabalho missionário nessas comunidades é de extrema importância e muito difícil de ser executado, por causa dos desafios naturais e culturais impostos pela região e seus habitantes.
Para o bispo de Tabatinga, Dom Alcimar Caldas Magalhães, as raízes históricas da Amazônia influenciam no trabalho da Igreja Católica. “Trabalhamos com a cultura indígena, a cultura nordestina que é muito forte e apresenta diferenças”, conta o prelado, ao eleger a educação e a formação de cidadãos como os principais desafios. “Nossas riquezas não estão nas águas ou mata, e sim nos corações”, completa.
Grande experiência
Por telefone, falando de Rondônia, Dom Sinésio Bohn diz que está muito surpreso com a realidade que encontrou na selva, tanto pela exuberância da natureza, quanto pelo trabalho desenvolvido pelas Forças Armadas em parceria com a Igreja. “É um trabalho muito bonito que garante as fronteiras e a zela pelo povo”, conta Dom Sinésio.
De acordo com ele, as pessoas que habitam os estados, nos quais a selva está presente são muito receptivos. “É um povo muito delicado e trabalhador”, sublinha o bispo emérito, ao dizer que tanto em Rio Branco, no Acre, como em Rondônia existe muita produção agrícola. “É outra visão da Amazônia”.
Para Dom Sinésio, o trabalho do Exército Brasileiro é crucial para a sobrevivência e a preservação das fronteiras do Brasil. “Se não fossem esses solados este povo estaria abandonado aqui”, completa. Além da segurança das riquezas naturais abundantes da Amazônia, os militares levam a religião e a oração às comunidades. “Eles são patriotas, mas rezam muito bonito para Deus”.
A missão termina nesta sexta-feira, quando Dom Sinésio e os outros bispos que acompanham a visita, devem retornar, com uma bagagem cheia de experiências. “Devemos cooperar para que os brasileiros lutem pela Amazônia e rezar para os religiosos que aqui fazem um grande trabalho”, conclui.
Fonte: Rodrigo Nascimento / Diário Regional
Data: 31/08/2010
Militares e religiosos na chegada da Missão Amazônica
Os bispos acompanharam de perto o resgate de uma onça
Dom Sinésio participou de uma programação intensa
Atuação dos bispos e religiosos é fundamental para o povo da florestaDiário RegionalRua Professor Ivo Radtke, 68 Telefone: (51) 3053 1010 - 3711 2600
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