Quando ficamos alegres? Quando presenciamos humor depreciativo de algumas piadas ou de alguns programas que apelam para discriminação e sensualidade? Ou quando nosso próximo se dá mal em alguma ocasião? Ou ainda quando estamos dirigindo nosso carrão como malucos atropelando tudo o que está pela frente? Atualmente, para grande parte da população o conceito de alegria fundamenta-se na tristeza do outro. Cada vez aumenta mais a busca individual por “alegrias” como conseqüência de forma egoísta de viver. Desta forma, a tristeza e a falta de esperança se abatem sobre toda a população. Aos poucos, forma-se uma grande corrente de pessoas infelizes. Pessoas sobrecarregadas por culpas e exigência de uma sociedade moderna. Pessoas em busca de afeto, de aceitação e de perdão.
No período em que participei do Ensino Confirmatório na Comunidade de minha infância, Linha 24 em Ajuricaba RS, havia o seguinte versículo bíblico escrito sobre o altar: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR.” Sl 122.1 Por diversas vezes, a minha atenção se voltava mais para este versículo do que para o próprio culto. Eu refletia sobre a alegria que encontrava ali: o período, que já estava ficando para trás, do Culto Infantil; os momentos divertidos, mas também com seriedade do Ensino Confirmatório; algumas participações na Juventude Evangélica; a oração e o ouvir da Palavra da Salvação; a música e os cantos alegres.
O lema para esta 15ª semana após Pentecostes nos diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” Filipenses 4.4 A carta de Paulo aos Filipenses é a mais afetuosa de todas as cartas. Em especial, ele destaca a alegria das primeiras comunidades Cristãs. Ele é insistente em afirmar a alegria no Senhor. O apóstolo Paulo estava preso (Fp 1.7-17), mas mesmo assim ele quer transmitir palavras de esperança para esta pequena comunidade que estava sendo perseguida.
Na busca por alegrias, o mundo mostra novas atrações e sensações, mas o resultado final é sempre o mesmo: pequenos momentos de alegria, seguido de canseira e, muitas vezes, de remorsos. Apesar do pecado, não queremos permitir que isto nos roube a alegria de viver. A alegria é algo do fundo no coração. O apóstolo Paulo não fala de uma alegria passageira, nem ignora o problema por uma fuga da realidade. Ele diz: Alegrai-vos. Alegrai-vos no Senhor! A fonte da verdadeira alegria em todas as situações é Cristo com quem temos comunhão na Santa ceia e no convívio em comunidade.
Fonte: Pastor Marcos Rogério Radecke
Data: 03/09/2010
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