Enquanto Dilma e Serra se digladiam nacionalmente após denúncia de quebra irregular de sigilo da filha do candidato do PSDB, um escândalo de corrupção pode afetar as eleições no Rio Grande do Sul. A Polícia Federal apreendeu, na quinta-feira, R$ 3,4 milhões em onze locais de Porto Alegre e Gravataí. O dinheiro seria referente, segundo a Operação Mercari, a desvios de recursos públicos, do Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Foram presos ainda dois dirigentes de agências de publicidade, por onde, de acordo com a PF, sairia o dinheiro.
A acusação é de que verbas para contratação de serviços de publicidade seriam desviadas através de superfaturamento. O montante superfaturado estaria indo para os bolsos de gestores do Banrisul e dos dirigentes das agências.
A governadora Yeda Crusius informou, por meio de sua página no Twitter, que convocou a direção e o conselho do Banrisul para uma reunião na casa do governo na Expointer. Uma força-tarefa da Polícia Federal, do Ministério Público e do Ministério Público de Contas investiga desvios de recursos da área de marketing com prejuízo de cerca de 10 milhões de Reais ao banco. Suposta organização criminosa, integrada por um alto funcionário da instituição, diretores de agências de publicidade e prestadores de serviços, estaria envolvida em crimes nos últimos 18 meses.
Yeda também marcou uma coletiva de imprensa para divulgar posição dos acionistas sobre o caso, que segundo ela, “é muito grave para a imagem do banco”. “Vou cuidar para que não haja os prejuízos de mercado para o nosso banco premiado”, disse. A governadora perguntou em seu microblog se alguém estaria querendo atrapalhar a celebração das boas notícias. “Hummmm.... já vi este filme antes”, escreveu a governadora.
No bairro Moinhos de Vento, o prédio de uma agência foi bloqueado por policiais nessa manhã. Outra empresa, no Centro de Porto Alegre, foi revistada. Caixas com documentos foram apreendidos por agentes no local.
Fonte: Diário Regional
Data: 03/09/2010
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