Na última semana, Técnicos da Vigilância Epidemiológica da Estratégia de Saúde da Família e Agentes de Combate à Dengue se reuniram com o Secretário Municipal da Saúde de Venâncio Aires, Vilson Gauer, para elaborar um Plano Municipal de Contingência à Dengue. O município vive estado de alerta para uma possível epidemia da doença, que pode atingir a região a partir da chegada do verão.
Para Gauer, deve haver a união de esforços em relação ao combate à Dengue. “Nosso município não possui focos do mosquito Aedes aegypti, no entanto, estamos muito expostos, já que outras cidades do Estado já possuem a presença do mosquito”, comenta.
Apesar de trabalhar de forma constante junto às escolas e empresas da cidade, a equipe dos Agentes de Combate à Dengue quer ampliar a conscientização junto às famílias nos próximos dias, para que ajudem a eliminar locais que tenham água parada.
A campanha que visa eliminar possíveis focos deve ser colocada em prática dentro de poucos dias, pois, o calor facilita e acelera a proliferação do mosquito transmissor. O frio é a época indicada pra se realizar medidas preventivas por serem mais eficazes, sabendo que os ovos podem sobreviver por aproximadamente 450 dias aguardando para eclodirem e se transformarem em larvas, isto já no verão.
Municípios atentos no combate à Dengue
Segundo o Coordenador do Combate à Dengue em Santa Cruz do Sul, Leonardo Rodrigues, o acompanhamento é realizado diariamente pelos agentes de campo, que coletam amostras da água e encaminham a mesma para que seja analisada em laboratório. “Na cidade, são 240 locais conhecidos como armadilhas, onde toda semana é feita a coleta”.
Nenhum foco foi encontrado desde 2003, quando foram iniciados os acompanhamentos. “Já aconteceram casos de visitantes que estavam de passagem por Santa Cruz estarem infectados, mas fora isso, nenhum outro caso foi notificado”, afirma Rodrigues.
O trabalho de conscientização é realizado através de folders e cartazes, que são espalhados em diversos pontos da cidade, além disso, são realizadas palestras nas escolas e comunidades. “A contribuição vinda da população é parte importante no trabalho de prevenção”.
Algumas dicas que Rodrigues dá à população, em relação ao combate ao mosquito transmissor da Dengue são, principalmente, deixar a caixa d’água fechada, em vasos, usar areia ao invés de água, sendo que a areia tem a mesma função da água por manter a planta úmida, bem como deixar vasilhames de cabeça para baixo e manter as calhas desobstruídas.
No município de Vera Cruz a história é diferente, pois no mês de maio, foi observado que em uma das 23 armadilhas colocadas no perímetro urbano, havia um foco de Dengue. Segundo um dos Agentes de Campo no Combate à Dengue do Município, Antenor Kurtz, ao ser descoberto o foco, foi realizado um trabalho intenso de eliminação do mesmo e hoje ele está sob controle. “Em um raio de 300 metros, visitamos os moradores e instruímos os mesmo em relação aos cuidados que deveriam ser tomados para evitar novas contaminações”, explica.
Kurtz conta que além das armadilhas que são revistadas a cada sete dias, a equipe possui 41 pontos estratégicos onde duas vezes por mês são realizadas coletas de material. “Dentre estes locais podemos citar borracharias, cemitério e postos de gasolina”, completa.
Saiba mais
Dengue é uma virose que se espalha rapidamente e é transmitida ao homem pelo mosquito Aedes aegypti, um inseto pernilongo escuro com listras brancas que tem por hábito picar durante o dia, sendo que, ele somente se infecta com o vírus da Dengue ao picar uma pessoa com a doença. Existem quatro tipos de vírus, pode-se adoecer por cada um destes uma vez, então, pode-se contrair Dengue até quatro vezes.
Geralmente a pessoa infectada apresenta febre durante cerca de sete dias com início abrupto, dor de cabeça frontal severa, dores nas articulações e músculos, bem como, dor atrás dos olhos, indisposição, perda de apetite, náusea e vômitos. Podendo ainda, aparecer manchas vermelhas no tórax e braços. A Dengue, no entanto, não apresenta sintomas respiratórios, podendo dessa forma, ser diferenciada de resfriados e gripes.
Por não existir vacina contra a Dengue é necessário um trabalho efetivo de conscientização, sendo assim, todos devem estar atentos e procurar não acumular lixo, não manter água parada em pneus, garrafas, copos e latas. Tapar caixas d’água, poços, latões e filtros, lavar os pratinhos de folhagens e, escovar as bordas dos mesmos para eliminar os ovos do inseto e tratar as piscinas.
Fonte: Juliana Müller / Diário Regional
Data: 07/09/2010
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